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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ray Harryhausen, o Mestre da Animação Stop Motion



Qualquer um que tenha assistido King Kong* (1933), Simbad e a Princesa* (1958) ou Fúria de Titãs* (1981) viu magníficos exemplos de uma das mais antigas técnicas de efeitos especiais do cinema: a animação quadro a quadro (stop motion animation), também conhecida por animação dimensional. Por essa técnica, um pequeno modelo articulado é fotografado em seqüência, enquanto um animador muda um pouco sua posição entre cada foto. Ao ser exibida uma após a outra, como em um desenho animado, tem-se a ilusão de que o modelo move-se por conta própria. Apesar de remontar aos primórdios do cinema, dois nomes popularizaram essa técnica: o falecido Willis O´Brien e Ray Harryhausen, sendo que este elevou-a à categoria de arte. Ray Harryhausen nasceu em 29 de junho de 1920 em Los Angeles, Califórnia. Ao assistir King Kong, quando tinha 13 anos, Harryhausen apaixonou-se pelo filme e elegeu Willis O´Brien, o autor de seus efeitos especiais, como o maior de seus ídolos. Desde então e até 1981, ele realizou seus sonhos de infância criando seus próprios épicos recheados de criaturas fantásticas, animadas pela magia quadro a quadro.



Posteriormente, ao longo da década, Harryhausen realizou mais alguns filmes que, apesar de serem tecnicamente impecáveis, não repetiram o sucesso de seus predecessores. Dessa fase, que incluiu First Men In The Moon (Os Primeiros Homens na Lua*, baseado em H. G. Wells), The Valley Of Gwangi (O Vale do Gwangi, a retomada de um antigo projeto de Willis O´Brien, em que cowboys descobrem um Alossauro vivo no início do século) e One Million Years B. C. (Mil Séculos Antes de Cristo), talvez este último tenha tido mais destaque. Uma produção da Hammer inglesa, este foi o filme que lançou a seminua mulher-das-cavernas Raquel Welch à fama. A trama, refilmagem de um filme dos anos 1940, envolve os conflitos entre duas tribos pré-históricas, e como em um desenho dos Flintstones, os dinossauros, que foram extintos milhões de anos antes do surgimento do homem na Terra, estão presentes. Segundo Harryhausen, essa “infidelidade científica” é secundária, e serviu bem aos propósitos do filme. Já nos anos 1970, buscando recuperar a magia dos velhos tempos, a dupla Schneer-Harryhausen resolveu retornar às 1.001 noites com The Golden Voyage Of Sinbad (A Nova Viagem de Simbad*). Novamente com locações na Espanha, o filme traz uma nova galeria de criaturas bizarras para infernizar Simbad e sua tripulação, como o Homúnculo, a estátua da deusa Kali, o Centauro de um olho só e o Grifo. John Phillip Law substituiu com desvantagem Kerwin Mathews no papel principal. Tom Baker, que se tornaria famoso na Inglaterra por sua atuação na série cult Doctor Who, fez o mago Koura, e a musa da fantasia dos anos 1970, Caroline Munro, era a mocinha raptada pelo terrível Centauro. Apesar de não chegar aos pés do primeiro Simbad, esta seqüência ainda ofereceu muita diversão graças à magia dos efeitos especiais e à música do veterano Miklos Rosza, que compôs uma trilha digna dos antigos clássicos de aventura.

 Fonte:http://www.scoretrack.net/ray.html




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